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Miguel e seus anjos !

Miguel e seus anjos !

E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos. (Apocalipse 12:7)

O príncipe Miguel

O príncipe Miguel

....e ninguém há que me anime contra aqueles, senão Miguel, vosso príncipe. (Daniel 10:21)

Miguel o protetor

Miguel o protetor

E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo... (Daniel 12:1)

Al-Qaeda de Osama Bin Laden, uma invenção dos EUA e de Israel

Bin Laden agente cia

Al-Qaeda e Osama Bin Laden e CIA

O ataque da milícia somali Al-Shabab ao shopping center em Nairóbi, os frequentes atentados a bomba no Iraque, os atentatos desta semana no Paquistão e na Nigéria, todos atribuídos a grupos filiados à Al-Qaeda, e o anúncio de que a grande maioria dos combatentes de oposição na Síria estão agora sob o comando da Frente al-Nusra, também filiada à Al-Qaeda, coloca novamente em evidência este braço armado do radicalismo islâmico, que embora tenha por objetivo declarado “reduzir a influência não-islâmica sobre assuntos islâmicos”, tem na prática servido aos interesses dos EUA e de Israel em desestabilizar o mundo islâmico, criando pretexto e condições para uma maior e mais profunda intervenção Ocidental.

Osama Bin Laden da Cia

Treinado pela CIA

Para os que reagem com surpresa diante da cumplicidade da Al-Qaeda com os interesses americanos na Síria, é preciso lembrar que esta organização terrorista, apesar de sua retórica anti-ocidental, é uma criação das agências de inteligência norte-americanas, literalmente falando.

A Al-Qaeda tem sua origem a partir da invasão soviética ao Afeganistão, quando, dentro do contexto global da Guerra Fria, os Estados Unidos organizaram um movimento de resistência formado por combatentes não-afegãos, em sua grande maioria árabes, além de uma agência de levantamento de fundos e recrutamento para a causa afegã, canalizando combatentes islâmicos para o conflito, distribuindo dinheiro e fornecendo logística e recursos para o esforço de guerra e para os refugiados afegãos.

Tal operação, nome código “Operação Ciclone“, foi uma das mais longas e dispendiosas ações realizadas pela Agência Central de Inteligência (CIA), cujo financiamento total chegou a 20 bilhões de dólares e envolveu não apenas o apoio financeiro aos grupos da resistência afegã como também o repasse de armas (em 1987 entraram cerca de 65.000 toneladas em armas e munições norte-americanas no Afeganistão) e a construção e manutenção de campos de treinamento no Paquistão.

No auge da operação, o presidente Ronald Reagan chegou a destacar oficiais paramilitares da Divisão de Atividades Especiais da CIA para treinar, equipar e comandar as forças de mujahedin contra o Exército Vermelho. Segundo estimativas conservadoras, mais de 100 mil homens foram treinados entre 1979 e 1989, dos quais cerca de 35 mil muçulmanos estrangeiros de 43 países islâmicos.

Bin Laden Brzezinski

Zbigniew Brzezinski e Bin Laden

Osama bin Laden, ou “Tim Osman”, como era conhecido pela CIA, com Zbigniew Brzezinski, conselheiro de Segurança Nacional dos EUA. Em 1990, o Sr. Osman foi tratado de sua doença renal em uma instalação médica norte-americana e, em seguida, voou para os EUA, onde ele se envolveu em reuniões de nível muito elevado, ficando no Mayflower Hotel e realização de reuniões no clube Metropolitan.

Quanto a Osama bin Laden, ele se tornaria o mais importante elo de ligação entre os mujahidins e a CIA, de quem era agente sob o codinome de “Tim Osman”. Segundo relatos publicados a partir de 2004 pelo Times, BBC e o Washington Post, Osama teve contato direto com a CIA durante muito tempo, inclusive tendo estado nos EUA, em 1986. Robin Cook , Ministro dos Negócios Estrangeiros no Reino Unido de 1997-2001, escreveu sobre o assunto: “Bin Laden foi, porém, um produto de um erro de cálculo monumental por parte das agências de segurança ocidentais. Durante a década de 80, ele foi armado pela CIA e financiada pelos sauditas para travar a jihad contra a ocupação russa do Afeganistão “. 

De acordo com o David N. Gibbs “um considerável corpo de evidências circunstanciais sugerem … que a Agência (CIA) deu suporte direto para as atividades de Bin Laden“. Citando uma publicação do “Le Monde” Gibbs diz que Osama bin Laden foi “recrutado pela CIA” em 1979. Também a Associated Press cita as declarações de um ex-assessor de Bin Laden que afirmou que em 1989 os EUA enviaram rifles de alta potência para a Al-Qaeda de Bin Laden; e finalmente, a “Intelligence Review” afirmou que Bin Laden “trabalhou em estreita colaboração com os agentes dos EUA para levantar fundos para os mujahidins”.  Em junho de 2009, em entrevista a Brad Friedman, o ex-agente do FBI Sibel Edmonds declarou: “Eu tenho informações sobre as coisas que o nosso governo mentiu para nós, por exemplo, quando diz que, desde a queda da União Soviética, cortou todo o nosso relacionamento íntimo com Bin Laden e os talibãs. Isso é uma mentira, pois sempre mantivemos esse relacionamento íntimo com essas pessoas desde a Ásia Central, e percorremos com elas todo o caminho até o 11 de setembro“.

De fato, depois da retirada soviética do Afeganistão em 1989, vários veteranos da guerra desejaram lutar novamente pelas causas islâmicas. A invasão e ocupação do Kuwait pelo Iraque em 1990 levou o governo americano a enviar suas tropas em coligação para a Arábia Saudita, com o suposto intuito de expulsar as forças iraquianas. Bin Laden, que se opunha fortemente ao regime de Saddam Hussein, acusado de ter tornado o Iraque um Estado laico, ofereceu os serviços dos seus combatentes ao trono saudita, que recusou a oferta optando por permitir que forças americanas montassem acampamento em seu país. Esse foi o pretexto para o “rompimento” de Bin Laden com os americanos, retirando-se para o Sudão, e depois para o Afeganistão (1996), de onde emitiu uma “fatwa” (1998) protestando contra a intervenção dos EUA em países islâmicos e seu apoio a Israel, fornecendo uma “autorização religiosa” para ações contra norte-americanos e judeus em toda parte. Esta “fatwa” é amplamente considerada por especialistas em terrorismo como o documento fundador da “Frente Islâmica Mundial“.

Nos anos seguintes inúmeras ações terroristas (no Oriente Médio, África, Ásia e Europa) foram atribuídos à Al-Qaeda, que entretanto nunca se responsabilizou pela maioria das ações. Na verdade, a grande maioria dos mujahidins que combateram sob o comando de Bin Laden retornou para seus países de origem ou se dirigiram a áreas de conflito, de onde passaram a atuar – de forma regional e independente, mas sob inspiração da “fatwa” de 1998 – contra governos locais e alvos internacionais.

Isso explicaria o enorme desconhecimento pelo Ocidente da real estrutura da Al-Qaeda, o número aproximado de militantes e seus associados, nada que avalize a ideia de uma organização. Mas na verdade, ao longo dos anos, e principalmente após o ataque ao Word Trade Center, vem se tornando cada vez mais claro que a Al-Qaeda é na verdade uma invenção dos EUA – invenção de fato no Afeganistão, quando foram liderados por um agente de CIA – Osama bin Laden – para combater as tropas soviéticas, e depois, uma ficção, empregada para justificar a Política Anti-Terrorismo da era Bush e permitir a intervenção americana no mundo islâmico, transformando os muçulmanos em “ameaça“.

O jornalista e pesquisador francês Richard Labévière, editor-chefe da revista Défense do Instituto de Altos Estudos de Defesa Nacional da França e autor do livro Nos bastidores do terror, é categórico ao afirmar que “a al-Qaeda não existe“. Segundo Labévière, antes dos atentados de 11 de setembro de 2001 o termo não era utilizado por organizações internacionais, governos ou serviços de inteligência, a exceção do serviço inglês, que o utilizava para se referir a afegãos-árabes e ativistas salafistas. Também afirmou que certamente a expressão foi utilizada por Bin Laden e os membros da sua organização, mas que esta “não tem nada da organização tentacular e planetária que a imprensa quer nos vender“.

Em 2005, Robin Cook, membro do Parlamento Britânico e Ministro das Relações Exteriores da Grã-Bretanha durante o governo de Tony Blair, publicou artigo no The Guardian em que afirma que o termo “Al-Qaeda” era originalmente empregado para designar uma “base” ou “banco de dados”, um arquivo digital com fichas de milhares de mujahidins recrutados e treinados pela CIA para combater os russos. Essa informação também é compartilhada por Pierre-Henri Bunel, ex-agente de inteligência do governo francês, que afirmou que “não há nenhum exército islâmico ou grupo terrorista chamado Al-Qaeda (…) Mas há uma campanha de propaganda para fazer o público acreditar na presença de uma entidade identificada representando o “mal”, apenas para conduzir as pessoas a aceitarem uma liderança internacional unificada em prol de uma guerra contra o terrorismo. O país por trás dessa propaganda é os EUA e os lobistas para a guerra dos EUA contra o terrorismo só estão interessados em ganhar dinheiro.

Esses são os fatos sobre a origem e o propósito da “Al Qaeda”. Inicialmente formada como tropa de combate no Afeganistão para se opor aos soviéticos, sob a liderança de um agente da CIA – Osama bin Laden/Tim Osman – a ideia de uma organização terrorista global chamada “Al Qaeda” foi mantida viva e alimentada através da propaganda norte-americana para justificar uma liderança internacional unificada em prol de uma guerra contra o terrorismo (Doutrina Bush) e uma maciça intervenção ocidental no mundo islâmico, fatos que se consolidaram após o ataque ao Word Trade Center, em 2001.

Nos anos seguintes os EUA invadiram o Afeganistão (2001) e logo depois o Iraque, em busca das tais “armas de destruição em massa” que nunca foram encontradas (2003). Estas duas guerras se arrastaram por longos anos, a um custo extraordinário, o que levou os estrategistas americanos a retomarem a ideia de utilizar a mesma força de combate usada no Afeganistão contra os soviéticos: a “Al Qaeda”!

Foi dessa forma que, no rastro da chamada “Primavera Árabe”, rebeldes investiram contra o Governo de Muammar Gaddafi na Líbia, fundamentados numa “fatwa” emitida por uma “coalizão de líderes muçulmanos” dizendo que era “obrigação de todo muçulmano se rebelar contra o governo líbio”. Na ocasião o líder líbio afirmou que os manifestantes antigoverno não tinham demandas genuínas e responsabilizou a Al-Qaeda pelos tumultos no país. Em um telefonema da cidade de al-Zawiya (a cerca de 50 km da capital, Trípoli), transmitido ao vivo pela TV, Kadafi descreveu a revolta no país como uma “farsa”:

– “Bin Laden… esse é o inimigo que está manipulando a população. Não seja influenciado por Bin Laden”, disse. “É óbvio agora que essa situação está sendo liderada pela Al-Qaeda. Esses jovens armados, nossas crianças, são incitados por pessoas procuradas pelos EUA e o mundo Ocidental. (…) Eles (os terroristas) não dão a mínima se o seu país (a Líbia) está sendo destruído“.

E é dessa forma que os EUA tem agido contra a Síria, armando, financiando e dando apoio político a terroristas contra Bashar al-Assad. A verdade é que não existe uma guerra civil na Síria, mas uma guerra travada entre extremistas islâmicos a serviço dos EUA e do sionismo contra um governo legítimo e que conta com o apoio da maioria de sua população. Não existe “Exército Livre da Síria”, não existe “Coalizão Nacional Síria”. Existe apenas a reedição, a materialização da “Al-Qaeda”, como instrumento de combate para promoção dos interesses norte-americanos no Oriente Médio.

Seja qual for o desfecho desta guerra, restará uma angustiante pergunta: qual o destino dos milhares de jihadistas recrutados pela CIA e das toneladas de armas e munições entregues a eles, ao fim do conflito? A exemplo do que aconteceu após a retirada dos soviéticos no Afeganistão, o mundo deverá estar preparado para décadas de terror indiscriminado… Se podemos falar da existência de um “Eixo do Mal”, esta tríade é formada pelos EUA, Israel e a “Al-Qaeda”.

Fonte: https://mkninomiya.wordpress.com/


 

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